Eita coisa!

“Eita coisa…”
Cheguei em casa, escancarei a porta da geladeira.
Olhei pra dentro daquela geleira, banhada pela luz amarelada.
Pensei, pensei. Fui pra longe que até esqueci de pensar.
Quando pra cá retornei,
Resolvi fazer o que uma pessoa costuma fazer a uma geladeira abrir.
Procurei algo pra beber, o que tivesse ali , poderia ser um refrigerante qualquer.
Nada achei. Bebi mesmo foi mel em colher.
“Eita, que coisa.”
Fui pro quarto e sentei-me ao computador.
Olhei lá pro monitor, regulei a luz que me ofuscou os olhos.
Pensei, pensei. Fui pra longe, até que por uns instantes me esqueci de ti.
Quando pra cá retornei
Resolvi fazer o que uma pessoa costuma fazer ao gostar de outra.
Procurei você, perdida em algum lugar da rede.
Nem te achei por ali.
Talvez por ser muito tarde, e você já ter ido dormir.
“Eita, mas que coisa.”
Deitei na cama, esperando o porvir.
Olhei pra cima, onde estelas de plástico desenhavam tua feição.
Nem pensei. Fui pra longe, esperando estar mais perto da luz do meu teto.
Procurei você, perto de mim, em meus sonhos de algodão.
Só te achei ali, na minha bela ilusão.
“Eita, mas que coisa!” – Pensei.
– “Mas que confusão, que emboscada!
Como se pode gostar de alguém assim,
sem qualquer chance de  voltar a chamar de ‘namorada’?”

(Lennon Uriel)

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