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Amador, ama-dor.

Como a vida dá trabalho! E nós, ah, como ainda somos amadores!
E eu, que sou tão amador, que ama dor de viver.
Amador de ti, de nós.
Que sabe a dor de te amar e não poder ser mais que amador.

(Lennon Uriel)

Pensamentos [2].

Inventam-se frases, canções. Fingem-se palavras. Mas o sentir – esse sim é autêntico. E só escondê-lo não o torna menos real.
E que tudo que é real seja bom. E que todas as invenções e fingimentos passem a serem sentidos!

E sonhar continua sendo a melhor maneira de manter os pés no chão.
Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe, diz que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Cá com meus botões fico a pensar: E o que faz aquele que foi cativado?

Gostar de alguém é simples. O sentir flui fácil pelas veias do coração. O difícil é a necessidade de exteriorizar. Somos pequenos demais, por isso temos que dividir o que nasce dentro de nós. Tudo não cabe em um só, e sem espaço nada cresce.

De manhã.

Raios de sol enchem o céu lá fora, chegam pra avisar que já é outro dia. :)
Dia que é diferente de ontem, de amanhã. Com novas chances, oportunidades. E ainda assim tão igual aos demais. O que é que de fato muda? Muda a forma de você ver.

“- Ele devia dormir mais e sonhar menos. Disseram – Afinal ela nem o conhece e pouco se falam. Às vezes palavras fazem falta aos corações.”

Vez ou outra corações velhos tem necessidade de palavras novas.

“E ela mal o conhece! Garoto esperançoso, ele. Não devia se deixar impressionar tanto assim, mesmo a beleza dela sendo tão incomum.
(…)
Devia tomar cuidado com o que fala e sente. É, devia. Senão assusta. Acho que ele devia dormir mais e sonhar menos. – Disseram.”

E todo dia e toda vida é pra ser simples, sem inventar muito conceito pra tudo. E tentar ser conciso sem precisar ser tão preciso.